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Repasse do iFood: como conferir o extrato e achar diferenças

O repasse do iFood só fecha quando o extrato é comparado com os pedidos registrados na operação. Veja o passo a passo da conferência e onde as diferenças aparecem. Todo restaurante que vende no iFood conhece a sensação: o painel do marketplace mostra um faturamento, a conta bancária mostra outro, e ninguém sabe exatamente onde os dois se desencontraram. O repasse chega com dezenas de linhas, nomes técnicos e valores que nem sempre batem com o que a cozinha imprimiu na noite anterior. Quando essa conferência não é feita, o prejuízo raramente aparece como um boleto: ele aparece como margem menor no fim do mês, sem culpado aparente. Este guia trata do repasse do iFood pelo lado financeiro.

Repasse do iFood: como conferir o extrato e achar diferenças — Food Sistemas

Todo restaurante que vende no iFood conhece a sensação: o painel do marketplace mostra um faturamento, a conta bancária mostra outro, e ninguém sabe exatamente onde os dois se desencontraram. O repasse chega com dezenas de linhas, nomes técnicos e valores que nem sempre batem com o que a cozinha imprimiu na noite anterior. Quando essa conferência não é feita, o prejuízo raramente aparece como um boleto: ele aparece como margem menor no fim do mês, sem culpado aparente.

Este guia trata do repasse do iFood pelo lado financeiro. O foco não é receber pedido — é fechar conta: ler o extrato, entender o que cada desconto significa, saber onde as diferenças nascem com mais frequência e montar uma rotina de conferência que caiba na semana de quem já tem cozinha para tocar.

Conferir o repasse do iFood é comparar o valor bruto de cada pedido com o valor líquido que efetivamente caiu na conta e verificar, linha por linha, o que foi descontado no caminho: comissão do marketplace, taxa de entrega, promoções bancadas pela loja, cancelamentos, ajustes de períodos anteriores e, quando houver, a taxa de antecipação de recebíveis. O extrato é a versão oficial desse acerto; o PDV, o KDS e as comandas impressas são a sua versão dos fatos. Um repasse está fechado quando a soma do extrato bate com a soma dos pedidos registrados na operação dentro de uma tolerância que você mesmo define. Achar diferença não significa erro automático: parte delas tem explicação contratual ou operacional. O objetivo é separar o desconto legítimo do dinheiro que saiu sem explicação — e isso só se sustenta com rotina, não com conferência esporádica.

O que é o repasse do iFood e o que costuma ser descontado nele?

O repasse é o acerto financeiro periódico entre o restaurante e o marketplace: a plataforma soma os pedidos do período, aplica todas as deduções previstas em contrato e transfere o valor líquido para a conta cadastrada. Na prática, o extrato de repasse funciona como a nota de corretagem do delivery — é onde você descobre quanto o canal realmente deixou de receita, e não quanto ele faturou.

O faturamento que aparece no painel do parceiro é bruto. Ele inclui itens, adicionais, bebidas, taxa de entrega cobrada do cliente e, muitas vezes, pedidos que depois foram cancelados ou pagos em dinheiro na porta. O valor que entra na conta é líquido, e entre um e outro existe uma pilha de linhas de desconto. Nunca trate faturamento do painel como receita recebida — são números diferentes com nomes parecidos.

As linhas que mais aparecem em extratos de marketplace são:

  • Comissão de intermediação — o percentual do plano contratado, normalmente calculado sobre o valor bruto do pedido;
  • Taxa de entrega — quando a logística é da plataforma, o valor cobrado do cliente passa por ela antes de chegar a você;
  • Promoções e cupons — desconto dado ao cliente; a parte bancada pela loja sai do seu repasse;
  • Taxa de pagamento online — custo de processar cartão e PIX dentro do app, conforme o contrato;
  • Cancelamentos e estornos — pedidos que saíram da fila depois de aceitos ou que foram contestados pelo cliente;
  • Ajustes retroativos — correções de períodos anteriores, que caem no repasse seguinte;
  • Antecipação de recebíveis — quando a loja opta por receber antes do prazo, a taxa vem abatida no próprio repasse.

Os nomes, percentuais e a base de cálculo variam conforme o plano e o contrato de cada loja. Nos contratos de delivery no Brasil, o percentual de comissão costuma variar bastante conforme a modalidade — retirada, entrega própria ou entrega da plataforma — e a faixa vai de algo próximo de 12% a mais de 25% sobre o valor do pedido. Não existe número universal: o que vale é o percentual escrito no seu contrato, e é ele que serve de régua para a conferência.

Como funciona o ciclo de repasse do iFood e quando o dinheiro cai na conta?

O ciclo de repasse é definido pelo contrato: em geral o marketplace fecha um período (semanal ou quinzenal), consolida os pedidos elegíveis e programa a transferência alguns dias depois do fechamento. Modalidades com entrega da plataforma costumam ter ciclos mais curtos; operações com entrega própria e retirada seguem o mesmo calendário de apuração. O que vale para todos os casos é uma regra: a data do repasse não é a data da venda.

Essa distância entre venda e recebimento é a principal fonte de confusão no fechamento. Um pedido feito no dia 30 pode ser apurado no ciclo seguinte e cair no dia 5 do mês posterior — o que significa que uma venda de julho entra no caixa de agosto. Para o controle financeiro, ela pertence a julho, quando foi gerada; para o extrato bancário, pertence a agosto. Ignorar isso distorce o DRE e faz o gestor achar que vendeu bem e não sobrou nada.

Situação no cicloComo costuma funcionarO que conferir
Repasse regularFechamento periódico e crédito alguns dias depois, conforme contratoSe todos os pedidos do período entraram no lote
Antecipação de recebíveisCrédito antecipado, com taxa descontadaQual taxa foi aplicada e sobre qual prazo
Pedido pago em dinheiro na entregaNão gera valor a receber; pode aparecer apenas como registroSe o dinheiro entrou no caixa do motoboy
Ajustes e estornosLançados no repasse seguinte ao fechamentoA que pedido original o ajuste se refere
Venda no fim do mêsPode ser apurada no ciclo seguinteCompetência contábil: mês da venda, não do crédito

Sempre que houver dúvida sobre datas, a referência é o contrato e o próprio extrato do período, não a memória da equipe. Se o crédito atrasou além do prazo previsto, o caminho é abrir chamado no portal do parceiro com o número do lote — e não esperar que o próximo repasse resolva sozinho.

Como conferir o extrato de repasse do iFood passo a passo?

Conferir o extrato do iFood passo a passo exige três coisas: o extrato completo do período, o registro dos mesmos pedidos do seu lado da operação e uma tolerância definida de antemão. A conferência funciona melhor quando os dois lados do acerto estão no mesmo lugar. Quando o delivery está integrado ao sistema de gestão, cada pedido aceito na plataforma entra como comanda, com itens, valores e adicionais registrados — e você passa a ter uma versão espelhada de cada venda, sem digitação manual e sem depender de print da tela do app.

Na tela de configuração da integração fica o vínculo entre a loja e a plataforma. É ali que a operação é ligada e é a partir dali que os pedidos passam a chegar na cozinha e no caixa. Isso não substitui o extrato, mas resolve o problema de não ter registro confiável do que foi vendido.

Aba Configuração — tela iFood do sistema Food Sistemas
Aba Configuração — Integração com o iFood: os pedidos caem direto no sistema, viram comanda e são impressos.

Com os dois lados em mãos, o passo a passo é este:

  • Defina o período da conferência (semana ou quinzena do repasse) e baixe o extrato completo, incluindo pedidos cancelados e ajustes;
  • Exporte do sistema os pedidos do mesmo período, filtrando pelo canal de venda, para não misturar salão, balcão e delivery próprio;
  • Case pedido por pedido pelo número de identificação do marketplace — é o único campo que não muda de nome entre uma ponta e outra;
  • Confira o valor bruto de cada pedido: itens, adicionais, bebidas e taxa de entrega. Diferença aqui indica cardápio divergente entre o app e o sistema;
  • Confira a comissão aplicada sobre cada venda e compare com o percentual do contrato; se houver mais de um plano por tipo de pedido, separe por modalidade;
  • Separe as promoções em bancadas pela loja e bancadas pela plataforma. Só as primeiras podem tirar dinheiro do seu repasse;
  • Liste cancelamentos e estornos com data, motivo e valor, e verifique se o pedido já tinha sido produzido;
  • Some os ajustes retroativos e amarre cada um a um pedido conhecido;
  • Compare o líquido do extrato com o líquido esperado. Diferença acima da sua tolerância (1% a 2% é um parâmetro razoável para operações com cardápio estável) vira investigação;
  • Registre a conclusão: conferência fechada, diferença aceita e explicada, ou contestação aberta com prazo e responsável definidos.

Esse processo parece longo no papel, mas com extrato exportado e sistema no lugar, uma semana de venda de uma operação pequena ou média se confere em menos de uma hora. O que consome tempo é a conferência feita no olho, sem critério e sem período definido.

Quais são as diferenças mais comuns entre o extrato do iFood e o seu caixa?

As diferenças mais comuns entre o extrato e o caixa se resumem a oito tipos: comissão sobre base diferente da esperada, promoção bancada pela loja, cardápio divergente, cancelamento após aceite, pedido pago em dinheiro na entrega, ajuste retroativo, taxa de antecipação e estorno de cartão. Cada uma tem uma forma específica de investigação, e depois de algumas conferências elas se repetem quase sempre nos mesmos lugares.

Tipo de diferençaPor que aconteceComo identificar
Comissão sobre base diferente da esperadaO percentual pode incidir sobre valor bruto, incluindo adicionais e taxa de entregaRecalcule a comissão do pedido com a régua do contrato e compare
Promoção bancada pela lojaCupom, item em promoção ou frete grátis subsidiado pela lojaO extrato traz a linha de desconto; o sistema mostra o valor cheio
Cardápio divergentePreço, tamanho ou adicional diferente entre o app e o cadastro da lojaPedido a pedido, no primeiro dia em que a divergência entrou em vigor
Cancelamento após aceitePedido produzido e cancelado; parte ou todo o valor sai do repasseLista de cancelamentos com horário e status de produção
Pedido pago em dinheiro na entregaNão entra no valor líquido do repasseConferir se o motoboy devolveu o dinheiro no acerto
Ajuste retroativoCorreção de ciclo anterior lançada no ciclo atualBuscar o número do pedido original citado no ajuste
Taxa de antecipaçãoDesconto pela antecipação de recebíveisComparar com a taxa contratada e com o prazo antecipado
Estorno de cartãoCliente questiona a cobrança junto ao emissorO extrato mostra o estorno; confira entrega e comprovante de recebimento

A divergência de cardápio é a mais silenciosa de todas. Um item vendido com dois tamanhos e preços diferentes — médio e grande, por exemplo — precisa estar cadastrado com essa estrutura do lado da loja para que o valor esperado da venda seja calculado corretamente. Se o sistema tem apenas um preço e o app vende dois, toda venda do tamanho maior entra como diferença, e o erro se repete por semanas sem chamar atenção. O cadastro de produtos, com seus tamanhos, adicionais e ficha técnica, é a base que faz o cálculo de valor esperado bater.

Aba Tamanhos — tela Produtos do sistema Food Sistemas
Aba Tamanhos — Onde fica o cardápio: todos os itens vendidos (lanches, bebidas, porções), com preço, fiscal, ficha e adicionais.

Vale separar, também, dois universos que costumam ser tratados como um só: a receita do iFood não é a receita do salão. Ticket médio, mix de produtos, peso de adicionais e horário de pico são diferentes, e comparar os dois canais linha a linha gera conclusões erradas. O extrato se confere contra os pedidos do próprio canal.

Pedido cancelado, estornado ou contestado: quem paga a conta?

Quem paga a conta depende do motivo, do momento do cancelamento e da evidência que a loja consegue apresentar. Em geral, cancelamento antes do aceite e antes do preparo não gera custo para a loja; cancelamento depois de o pedido já estar em produção tende a gerar prejuízo de insumo, com ou sem contrapartida da plataforma, dependendo do motivo e do histórico da operação.

Alguns cenários que aparecem com frequência no dia a dia:

  • Cliente desiste minutos depois de pedir: normalmente tratado como cancelamento sem custo, se o preparo não começou;
  • Pedido sai para entrega e o cliente não recebe: a análise costuma considerar tentativas de contato, tempo de espera e registro do entregador;
  • Item errado ou faltando: em geral a loja absorve, porque a falha é da operação — e o custo real inclui refazer o item;
  • Contestação de cartão: o valor pode ser retirado do repasse enquanto a análise corre; comprovantes de entrega e conversa ajudam na defesa;
  • Cancelamento após aceite sem motivo claro: é o caso que merece contestação formal, com pedido de detalhamento.

Duas medidas reduzem esse tipo de perda mais do que qualquer discussão: registrar evidência (foto do prato montado, horário de saída, nome do entregador) e manter um indicador de cancelamento por motivo. Uma hamburgueria de bairro que produz, por hipótese, 60 pedidos por dia e não acompanha cancelamentos pode estar perdendo o equivalente a vários pedidos por semana sem perceber — porque o valor não aparece como despesa, aparece como repasse menor.

Sempre que a diferença envolver cancelamento, o caminho é o mesmo: localizar o número do pedido, verificar status, horário de produção e evidência disponível, e abrir a contestação dentro do prazo previsto no contrato. Contestação fora do prazo costuma ser encerrada sem análise.

Vale a pena antecipar os recebíveis do iFood?

Antecipação de recebíveis vale a pena quando o dinheiro adiantado resolve um problema mais caro do que a taxa cobrada — e não como hábito. Em vez de esperar o ciclo de repasse, a loja recebe antes e paga por isso, com o desconto aplicado no próprio valor. A pergunta certa não é se é caro, e sim se esse dinheiro antecipado evita um custo maior.

Para responder, faça a conta em três passos. Primeiro, descubra a taxa efetiva do período antecipado — não a taxa ao mês divulgada, mas o desconto real aplicado sobre o valor. Segundo, compare com o custo alternativo: cheque especial, capital de giro bancário ou atraso de fornecedor com juros. Terceiro, avalie o uso do dinheiro: pagar insumo com desconto para pagamento à vista, quitar dívidas mais caras ou cobrir folha em semana de caixa apertado são usos que podem justificar; antecipar por reflexo, sem destino claro, raramente justifica.

Um exercício hipotético: uma operação que recebe, por exemplo, cerca de R$ 30 mil por mês em repasses e antecipa tudo com uma taxa estimada na casa de 1,5% sobre o valor antecipado estaria pagando algo perto de R$ 450 por mês para adiantar dinheiro que cairia em poucos dias. O número não é absurdo se o caixa depende disso — mas é caro se o dinheiro fica parado na conta. O ponto de atenção é que a taxa de antecipação é uma linha do repasse como qualquer outra: se você não a confere, ela se torna invisível.

Independente da decisão, registre a antecipação separadamente no controle financeiro. Somar valor antecipado com valor de repasse regular e chamar tudo de recebimento do iFood é a forma mais rápida de perder a noção de quanto o delivery realmente custa para a operação.

Como conciliar o repasse do iFood com o caixa, o DRE e a nota fiscal?

A conciliação do repasse tem três camadas: operacional (pedido a pedido), financeira (o valor que entrou na conta) e contábil (o efeito no resultado). A primeira você já viu. A segunda é comparar extrato, extrato bancário e lançamento no sistema, garantindo que o crédito foi reconhecido uma única vez, no valor certo e na conta correta.

A terceira camada é onde muita gente erra sem perceber. Comissões, taxas de entrega repassadas pela plataforma, promoções bancadas pela loja e antecipação têm natureza de dedução da receita, não de despesa operacional — mas há debate legítimo sobre onde cada linha deve entrar, e o critério precisa ser consistente mês a mês. Escolher tratar como custo e depois mudar para dedução, ou o contrário, altera margem, CMV e comparativo entre meses sem nenhuma mudança real na operação.

O vídeo abaixo explica esse critério na prática, usando os relatórios do sistema:

Assista: dedução ou custo no DRE — como lançar as taxas do marketplace

A conciliação contábil só fecha quando os números vêm de relatórios por período, e não de somas feitas à mão em planilhas paralelas. Vendas por canal, formas de pagamento, taxas, cancelamentos e resultado consolidado precisam estar no mesmo lugar — e é exatamente isso que um relatório gerencial por período entrega.

Plano de Contas — tela Relatórios do sistema Food Sistemas
Plano de Contas — Todos os números do negócio por período: vendas, formas de pagamento, DRE, produtos, cancelamentos e mais.

Há ainda o elo fiscal. A nota da venda é emitida na data do pedido, mas o dinheiro entra dias depois. Se o regime tributário apura receita pelo faturamento, essa diferença de tempo afeta o fluxo de caixa do imposto: você paga tributo sobre uma venda cujo repasse ainda não caiu. Emitir a nota com a classificação correta do item — refeição pronta, por exemplo, costuma usar NCM 2106.90.90 — não muda o repasse, mas evita autuação e retrabalho fiscal em cima de uma venda que já tem margem apertada.

Como criar uma rotina de conferência que caiba na semana do restaurante?

A rotina precisa ser curta, ter dono e ter gatilho: um responsável fixo, um período fechado e um checklist de conferência que caiba em menos de uma hora por ciclo. Um modelo simples funciona bem: toda segunda-feira, o responsável financeiro baixa o extrato do ciclo fechado e roda a conferência por amostragem dos pedidos de maior valor, mais 100% dos cancelamentos e dos ajustes. Diferenças identificadas entram em uma lista com status em análise, contestada ou aceita.

Defina também uma tolerância. Sem ela, cada centavo vira discussão; com ela, você concentra energia no que importa. Para operações com cardápio estável e poucas promoções, algo entre 1% e 2% do valor do repasse é um parâmetro de trabalho razoável — acima disso, investigação. Essa tolerância é uma decisão sua, não uma regra do mercado.

  • Um responsável por ciclo — não a equipe inteira;
  • Período fechado definido — nunca conferir o mês misturado com ciclo semanal;
  • Extrato arquivado — por ciclo e por ano, para consulta em ajustes retroativos;
  • Cancelamentos revisados 100% — inclusive os que não geraram custo, para achar padrão;
  • Contestações com prazo — data de abertura e data-limite de resposta;
  • Indicadores acompanhados — percentual de cancelamento, peso das promoções e taxa efetiva do canal;
  • Revisão trimestral do contrato — percentuais e modalidades mudam, e a conferência precisa acompanhar.

A parte operacional desse processo melhora muito quando o pedido do marketplace entra direto no sistema, vira comanda e é impresso na cozinha. Além de eliminar digitação e erro de anotação, isso cria o registro espelhado que permite conferir o extrato contra a operação real. O módulo de delivery da Food Sistemas faz essa integração com o iFood, além de 99Food e Keeta, com despacho em quadro Kanban, roteirização e acerto de motoboys — o que ajuda também na conta do pedido pago em dinheiro na entrega.

Já a conferência financeira fica mais simples quando o sistema reúne relatórios por período de vendas, formas de pagamento, produtos, cancelamentos e resultado, com visão consolidada de várias lojas quando for o caso. Vale conhecer o conjunto de funcionalidades e comparar com o que a sua operação precisa conferir toda semana.

Perguntas Frequentes

O que é o repasse do iFood?

É o acerto financeiro periódico entre o restaurante e o marketplace: a plataforma soma os pedidos do período, aplica as deduções previstas em contrato (comissão, promoções, cancelamentos, antecipação e outras) e transfere o valor líquido para a conta da loja. O extrato de repasse é o documento que detalha esse cálculo.

Por que o repasse vem menor que o faturamento mostrado no painel?

Porque o painel mostra o valor bruto dos pedidos, e o repasse mostra o líquido. Entre um e outro ficam a comissão de intermediação, as promoções bancadas pela loja, taxas, cancelamentos, estornos e ajustes. Além disso, pedidos pagos em dinheiro na entrega não entram como valor a receber no repasse.

Como saber se o repasse do iFood está correto?

Compare o extrato com os pedidos registrados na sua operação, pedido por pedido, pelo número de identificação. Confira valor bruto, percentual de comissão, promoções, cancelamentos e ajustes. Se a diferença ficar acima da tolerância que você definiu — entre 1% e 2% é um parâmetro comum —, investigue antes de aceitar o valor.

Pedido cancelado entra no repasse?

Depende do motivo e do momento do cancelamento. Cancelamentos antes do preparo normalmente não geram custo para a loja; cancelamentos após o aceite e com pedido já produzido podem resultar em perda total ou parcial do valor. O extrato lista esses lançamentos, e o prazo para contestar está previsto no contrato.

Vale a pena antecipar os recebíveis do iFood?

Só quando o dinheiro antecipado resolve algo mais caro do que a taxa cobrada — pagar insumo com desconto, quitar dívidas mais caras ou cobrir uma semana de caixa apertado. Antecipar por hábito, deixando o dinheiro parado, costuma custar mais do que esperar o ciclo regular.

Como o repasse do iFood deve aparecer no DRE?

A venda entra como receita bruta e as taxas do marketplace entram como dedução dessa receita, de forma consistente em todos os meses. Misturar dedução com custo operacional, ou mudar o critério no meio do caminho, distorce margem e CMV e prejudica a comparação entre períodos.

Repasse conferido é margem protegida. As diferenças que mais pesam não vêm de grandes golpes, mas de pequenas linhas repetidas: uma promoção que ninguém revisou, um adicional que o sistema não tem cadastrado, um cancelamento que entrou sem justificativa, uma antecipação contratada por hábito. Cada uma parece pequena isolada; somadas em um ano, definem se o delivery é um canal lucrativo ou apenas um canal movimentado.

A Food Sistemas é um sistema de gestão para food service, com PDV, comanda, KDS, cardápio digital, delivery integrado, estoque, financeiro, fiscal e relatórios. A integração com o iFood faz os pedidos caírem direto no sistema, virarem comanda e serem impressos, e os relatórios por período mostram vendas, formas de pagamento, produtos e cancelamentos — a base de que a conferência do repasse precisa. O caixa (PDV) é grátis até 100 vendas por mês, com implantação grátis e imediata, e os demais módulos são contratados conforme a operação; os detalhes estão em os planos. Se quiser ver as telas em uso antes de decidir, vale conhecer o sistema por dentro.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre este assunto

O que é o repasse do iFood?

É o acerto financeiro periódico entre o restaurante e o marketplace: a plataforma soma os pedidos do período, aplica as deduções previstas em contrato (comissão, promoções, cancelamentos, antecipação e outras) e transfere o valor líquido para a conta da loja. O extrato de repasse é o documento que detalha esse cálculo.

Por que o repasse vem menor que o faturamento mostrado no painel?

Porque o painel mostra o valor bruto dos pedidos, e o repasse mostra o líquido. Entre um e outro ficam a comissão de intermediação, as promoções bancadas pela loja, taxas, cancelamentos, estornos e ajustes. Além disso, pedidos pagos em dinheiro na entrega não entram como valor a receber no repasse.

Como saber se o repasse do iFood está correto?

Compare o extrato com os pedidos registrados na sua operação, pedido por pedido, pelo número de identificação. Confira valor bruto, percentual de comissão, promoções, cancelamentos e ajustes. Se a diferença ficar acima da tolerância que você definiu — entre 1% e 2% é um parâmetro comum —, investigue antes de aceitar o valor.

Pedido cancelado entra no repasse?

Depende do motivo e do momento do cancelamento. Cancelamentos antes do preparo normalmente não geram custo para a loja; cancelamentos após o aceite e com pedido já produzido podem resultar em perda total ou parcial do valor. O extrato lista esses lançamentos, e o prazo para contestar está previsto no contrato.

Vale a pena antecipar os recebíveis do iFood?

Só quando o dinheiro antecipado resolve algo mais caro do que a taxa cobrada — pagar insumo com desconto, quitar dívidas mais caras ou cobrir uma semana de caixa apertado. Antecipar por hábito, deixando o dinheiro parado, costuma custar mais do que esperar o ciclo regular.

Como o repasse do iFood deve aparecer no DRE?

A venda entra como receita bruta e as taxas do marketplace entram como dedução dessa receita, de forma consistente em todos os meses. Misturar dedução com custo operacional, ou mudar o critério no meio do caminho, distorce margem e CMV e prejudica a comparação entre períodos.

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