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Consulta fiscal

Tabela CFOP do food service,
pela operação do dia a dia

Você não procura por "5.101" — procura por "qual CFOP do prato feito". São 50 operações de restaurante, bar e delivery com o código ao lado e a redação oficial do Convênio junto, para conferir.

50operações mapeadas
7grupos
01.02.26tabela vigente
A resposta curta

Qual o CFOP de prato feito e marmita?

Prato que saiu da sua cozinha, vendido para cliente do mesmo estado, é 5.101 — "venda de produção do estabelecimento". Vale para marmita, quentinha, prato feito, pizza, hambúrguer e sobremesa caseira: tudo que a casa produziu. O canal não muda o código: a mesma marmita é 5.101 no balcão e no delivery.

O que muda é quem produziu e se o imposto já foi pago antes. Água e chocolate comprados prontos e revendidos sem preparo são 5.102. Cerveja e refrigerante, que quase sempre chegam com o ICMS já recolhido pelo fabricante, são 5.405 — o código de quem revende como contribuinte substituído.

5.405 não é o código de produção própria. Todo o grupo 5.4xx trata de substituição tributária. É o engano mais comum, e ele escritura o seu prato como se o imposto tivesse sido retido lá atrás — o que não aconteceu.

A consulta

50 operações, por grupo

Cada grupo é uma página com a tabela inteira — sem filtro, sem busca, sem carregar nada.

Venda dentro do estado

11 operações — Venda para cliente do mesmo estado. O que separa um código do outro é quem produziu a mercadoria e se o ICMS já foi pago antes por substituição tributária. Prato que saiu da sua cozinha é 5.101; bebida comprada pronta é 5.102; cerveja e refrigerante que já vieram com o imposto retido são 5.405.

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Venda para outro estado

7 operações — Quando o cliente está em outro estado o código começa com 6. Para restaurante isso aparece em encomenda enviada para fora, venda por marketplace com entrega interestadual e faturamento para empresa de outro estado.

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Compras e insumos

8 operações — Na entrada o que decide o código é o destino da mercadoria: virar prato, ser revendida, ser consumida na operação ou virar patrimônio. Carne e farinha que viram comida entram como 1.101; bebida para revender, 1.102; guardanapo e detergente, 1.556.

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Devolução e troca

5 operações — Devolução usa o código espelho da operação original. Se o cliente devolve algo que você vendeu, entra pela porta de entrada; se você devolve ao fornecedor, sai pela porta de saída. O que define o código é o que a mercadoria era na venda: produção sua ou revenda.

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Transferência entre lojas

6 operações — Mandar mercadoria de uma unidade para outra do mesmo CNPJ raiz é transferência, não venda. O código muda conforme o que está sendo transferido: produção própria, mercadoria comprada pronta, material de uso e consumo ou bem do ativo.

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Brinde, cortesia e perda

5 operações — Saída sem venda também tem nota. Cortesia e brinde saem como bonificação. Quebra, vencimento, roubo e deterioração dão baixa no estoque com código próprio — e é essa nota que sustenta a baixa contábil quando a fiscalização pergunta.

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Remessa e retorno

8 operações — Mercadoria que sai para voltar — ou para ser vendida fora do estabelecimento — usa par de códigos: um na remessa e outro no retorno. É o caso do food truck, da feira, do buffet em evento e do equipamento que vai para o conserto.

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No sistema

O que o Food Sistemas faz com o CFOP

Ele cadastra uma vez e repete sozinho, em vez de você escolher a cada venda.

O CFOP fica junto de NCM e CSOSN na mesma aba do cadastro do produto — os três campos que a NF-e cobra.
A aba Fiscais edita em massa: dá para acertar o CFOP de um lote inteiro de produtos de uma vez, sem abrir um a um.
O Caixa avisa antes de fechar a venda quando um item do pedido está sem dados fiscais.
O sistema não adivinha o código pela descrição do produto: código errado com cara de certo é o que ninguém desconfia.

A tela do passo a passo está na aula NCM: por que a nota pode não sair.

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Antes de usar

O que esta página é e não é

De onde vem cada coluna. A coluna Descrição na tabela oficial é o texto do Anexo II do Convênio s/nº de 15/12/1970 na redação vigente — Ajuste SINIEF 39/25, efeitos a partir de 01.02.26 —, copiado sem alteração da tabela publicada pelo CONFAZ, junto com a explicação do próprio Convênio quando ela existe. A coluna A operação no seu dia a dia é nossa: é a tradução do texto de convênio para o nome que a operação tem na cozinha e no salão.

Isto é consulta, não parecer fiscal. O CFOP depende de três coisas ao mesmo tempo: quem produziu a mercadoria, para onde ela vai e se o ICMS já foi recolhido antes por substituição tributária. Duas vendas do mesmo prato podem ter códigos diferentes só porque o cliente está em outro estado. Quem responde pela classificação de cada operação é a contabilidade do seu restaurante.

CFOP errado dói mais rápido que NCM errado. NCM errado passa na emissão e só aparece meses depois, na apuração. CFOP errado costuma ser rejeitado pela SEFAZ na hora, com a fila esperando — ou pior, é aceito e escritura a operação como uma coisa que ela não foi. Na dúvida entre dois códigos, o que decide é a pergunta "quem produziu isto?", e depois "o imposto já tinha sido pago?".

O CFOP é um dos três campos fiscais do produto. O que o produto é fica no NCM — a consulta por nome de cardápio está em tabela NCM do food service —, e o guia longo sobre nota fiscal em restaurante continua em Tabela NCM para restaurantes e bares.

Dúvidas frequentes

Dúvidas sobre CFOP em restaurante

Qual o CFOP de prato feito e marmita?

Prato que saiu da sua cozinha é 5.101, "venda de produção do estabelecimento", quando o cliente está no mesmo estado. O que você comprou pronto e revendeu sem preparo é 5.102. Se o produto já veio com ICMS retido por substituição tributária, é 5.405.

5.102 ou 5.405, qual eu uso na bebida?

Depende de quem pagou o ICMS. Cerveja e refrigerante quase sempre chegam com o imposto já recolhido pelo fabricante: nesse caso você é contribuinte substituído e o código é 5.405. Bebida sem substituição tributária, como água em algumas UFs, fica em 5.102.

5.405 serve para prato feito na cozinha?

Não. Todo o grupo 5.4xx trata de substituição tributária. Produção própria dentro do estado é 5.101; se essa produção estiver sujeita a ST e você for o substituto, é 5.401. Usar 5.405 em prato de produção própria escritura a operação como se o imposto tivesse sido retido na origem, o que não aconteceu.

Qual a diferença entre CFOP e NCM?

O NCM diz o que o produto é; o CFOP diz o que está acontecendo com ele — venda dentro do estado, venda para fora, devolução, transferência. São campos independentes na mesma nota, e os dois precisam estar certos.

Onde encontro a tabela CFOP oficial completa?

No Anexo II do Convênio s/nº de 15/12/1970, publicado pelo CONFAZ, que é a fonte desta página. A tabela completa tem 619 códigos; aqui estão os que aparecem na operação de um restaurante, bar ou delivery.

Com que frequência a tabela muda?

A cada Ajuste SINIEF. Esta página traz o ato e a data de efeitos em todas as telas, e é regerada a partir da tabela oficial — o gerador aborta se a fonte estiver revogada ou se algum código não existir mais.

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