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Internet caiu no restaurante: plano de contingência

Queda de internet no restaurante não é exceção. Veja como montar um plano de contingência com PDV em rede local, formas de pagamento reserva, nota fiscal e checklist. São 19h40 de uma sexta-feira. O salão está cheio, a cozinha tem fila de pedidos e o celular do gerente começa a apitar: "não está entrando pedido no sistema". A internet caiu. Em poucos minutos, o caixa vira fila, o QR Code da mesa não abre, o painel de produção para de atualizar e alguém começa a anotar pedido em guardanapo. Nada disso é falha de infraestrutura — é falha de operação sem plano. Queda de conexão em restaurante não é exceção, é rotina: provedor oscilando em dia de chuva, obra cortando o cabo da rua, roteador travando no meio do rush, energia piscando e derrubando o modem.

Internet caiu no restaurante: plano de contingência — Food Sistemas

São 19h40 de uma sexta-feira. O salão está cheio, a cozinha tem fila de pedidos e o celular do gerente começa a apitar: "não está entrando pedido no sistema". A internet caiu. Em poucos minutos, o caixa vira fila, o QR Code da mesa não abre, o painel de produção para de atualizar e alguém começa a anotar pedido em guardanapo. Nada disso é falha de infraestrutura — é falha de operação sem plano.

Queda de conexão em restaurante não é exceção, é rotina: provedor oscilando em dia de chuva, obra cortando o cabo da rua, roteador travando no meio do rush, energia piscando e derrubando o modem. O que separa um restaurante de outro não é se a internet vai cair, mas quanto tempo a equipe leva para perceber, decidir e continuar vendendo. Este guia monta o plano de contingência completo: o que continua rodando, o que para, quem decide o quê, o que precisa estar impresso e como fechar o caixa no dia seguinte sem furo.

Um plano de contingência para restaurante é um conjunto de procedimentos escritos e testados que define o que a equipe faz, em ordem, quando a internet cai — antes de qualquer reclamação de cliente. Na prática, ele responde cinco coisas: qual sistema continua rodando em rede local (PDV, comanda, KDS, balança), como o salão continua recebendo pedidos, quais formas de pagamento entram em modo reserva, o que acontece com a nota fiscal e o delivery, e quem é a pessoa responsável por decidir cada passo. O plano não serve para manter o restaurante idêntico ao normal: serve para manter o caixa aberto, o pedido andando e o cliente sem motivo para ir embora. Ele cabe em uma página, fica colado perto do caixa e é treinado em dia de movimento normal — nunca no dia em que o problema acontece. É o que separa uma noite de estresse de uma noite perdida.

O que muda na operação do restaurante quando a internet cai?

A internet caiu, mas o restaurante não para: o que muda é que a operação perde tudo o que depende de comunicação externa — autorização fiscal na SEFAZ, pedidos de marketplace, confirmação de Pix, conciliação de cartão e relatórios — e mantém o que roda dentro da rede local, como lançamento de pedido, comanda eletrônica, painel de cozinha e balança de buffet.

O primeiro erro é tratar a queda como um evento único. Existem falhas diferentes, com efeitos diferentes: a internet da loja cai e o terminal de cartão com chip 4G próprio continua funcionando; o roteador cai e o PDV de outra estação continua lançando; a energia cai e só o que está no nobreak sobrevive; o ambiente do sistema fica indisponível e nenhuma tela abre. Um restaurante que já mapeou essas quatro situações resolve as três primeiras em minutos e sabe exatamente o que fazer na quarta.

Um restaurante de médio porte, com cerca de 30 mesas e dois caixas, que só descobre a queda quando o cliente reclama do QR Code perde, nesse intervalo, a chance de girar mesa, de receber pagamento e de manter o ritmo da cozinha. O prejuízo raramente vem da conexão em si — vem do tempo em que a equipe fica parada esperando alguém resolver.

Frente de operaçãoDepende da internet?O que fazer enquanto a conexão não volta
Lançamento de pedido no PDVNão, roda em rede localContinuar lançando normalmente, sem trocar de tela
Comanda eletrônicaNãoSeguir usando; se uma estação cair, lançar por outro caixa
KDS / painel de cozinhaNãoManter a fila; se a tela travar, avisar a cozinha por voz
Balança de buffet por quiloNãoContinuar pesando e lançando o peso na comanda
DinheiroNãoReforçar troco e registrar toda venda no caixa
Cartão de crédito e débitoDepende do terminalPreferir terminal com chip 4G próprio; sem ele, seguir a regra da adquirente
Pix por QR Code gerado no sistemaSimMigrar para chave estática, conferir comprovante e anotar nome e valor
Emissão de NFC-eSimAplicar a contingência prevista na sua UF, com orientação da contabilidade
Pedidos de iFood, 99Food e KeetaSimMonitorar pelo 4G e anotar cada pedido para a cozinha
Cardápio digital por QR CodeSimTrocar pelo cardápio impresso de contingência
Avisos automáticos de WhatsAppSimResponder manualmente pelo celular e avisar os clientes na fila
Relatórios, DRE e conciliaçãoSimFazer depois da volta; o que foi lançado localmente não se perde

A tabela acima é o coração do plano. Repare que a maior parte das frentes operacionais não depende de internet: o que depende é a comunicação com o mundo externo. Por isso o plano de contingência começa separando o que é local do que é remoto — e não comprando um segundo link às pressas no meio do rush.

Vale ainda lembrar que cada segmento de food service tem um ponto crítico diferente. Em um buffet por quilo, o gargalo é a balança e a fila de clientes esperando pesar; em uma pizzaria de delivery, é o pedido do marketplace que não chega; em um bar, é a conta que não fecha porque a maquininha e o QR Code dependem do mesmo link. O plano é o mesmo formato para todos — a prioridade de cada frente muda conforme a casa.

Como identificar em minutos se a queda é da internet, da rede local ou do sistema?

Antes de acionar qualquer procedimento, é preciso saber o que caiu: teste a internet móvel do celular fora do wi-fi da loja — se o 4G funciona, o problema não é "a internet", é o link, o roteador ou o provedor do restaurante.

Esse teste isolado já elimina metade das dúvidas. A partir dele, siga sempre a mesma sequência, do mais simples para o mais caro. Nada de trocar cabo, reiniciar servidor e ligar para o suporte ao mesmo tempo — isso gera mais confusão do que solução e atrasa a retomada.

  1. Celular no 4G abre site? Se sim, a internet existe; o problema é do link da loja.
  2. Reinicie modem e roteador e aguarde dois minutos. Vale para oscilação de provedor.
  3. Teste uma segunda estação de caixa. Se só uma parou, o problema é daquela máquina, do cabo ou do ponto de rede.
  4. Confira o nobreak e o quadro de energia. Luz piscando derruba modem sem derrubar a cozinha.
  5. Ligue para o provedor e abra protocolo com horário exato. Pergunte se há rompimento na região e peça previsão.
  6. Acione o suporte do sistema informando o que já foi testado, para não repetir etapas.

Defina também um gatilho de acionamento: o tempo a partir do qual o plano sai do papel. Quedas de poucos segundos são normais e não justificam mudar a operação. Cinco minutos sem conexão é um parâmetro prático adotado por muita operação — a partir daí, a equipe entra em modo contingência, avisa o salão e registra o horário no livro de ocorrências. Esse registro é o que permite, meses depois, decidir com dado se vale contratar um segundo link ou trocar de provedor.

Como PDV, comanda, KDS e balança continuam funcionando sem internet?

Essas frentes continuam funcionando porque rodam em rede local, dentro do restaurante, e não pedem aprovação de um servidor externo a cada toque: o lançamento do pedido, a comanda, a fila de produção e o peso da balança circulam entre as máquinas da casa.

É aqui que a escolha do sistema aparece de forma mais dura. Um caixa que exige internet para cada operação trava inteiro na queda e obriga a equipe a voltar para o papel. Um caixa que opera em rede local continua vendendo e sincroniza com a nuvem automaticamente quando a conexão retorna — é o mesmo modo usado em feira, evento e food truck, onde a internet é instável por natureza. O caixa do Food Sistemas funciona exatamente assim: opera em rede local e sincroniza sozinho quando a conexão volta. Vale ver no conjunto de telas do sistema como essa operação aparece na prática — são capturas reais do sistema em uso, não mockups.

Vale conhecer o desenho real da tela do caixa antes de escrever o roteiro. No PDV, o mapa de mesas, a comanda eletrônica e a forma de pagamento ficam na mesma frente de operação; é essa tela que precisa continuar respondendo ao toque durante a queda, sem depender de nenhum aviso vindo de fora.

O mesmo raciocínio vale para a cozinha. O painel de produção organiza os pedidos em cards que mudam de cor conforme o tempo de espera — e essa contagem roda no próprio ambiente da loja. Quando a conexão externa cai, a fila continua andando; o que se perde é apenas o acompanhamento remoto, não o preparo.

Na prática, a orientação para a equipe cabe em três linhas: continuar lançando no sistema, sem trocar para o papel por impulso; redistribuir o atendimento se uma estação específica caiu; e manter o mesmo padrão de lançamento (mesa, item, quantidade, garçom) para que a comanda continue rastreável. Sistemas com balança integrada ajudam nesse ponto: o peso entra na comanda pelo próprio equipamento, sem digitação e sem depender de conexão externa.

Só vale ir para o papel quando a tela realmente não responde. Nesse caso, use um bloco de comandas numeradas, uma pessoa responsável por consolidar e uma regra clara: todo pedido de papel precisa ser transferido para o sistema assim que ele voltar, com conferência dupla, para não gerar cobrança em dobro nem item esquecido.

Quais formas de pagamento funcionam quando a internet cai?

Dinheiro, convênio e cobrança registrada para depois funcionam sempre; Pix depende de conexão para gerar e confirmar o QR Code dinâmico; e cartão depende do tipo de terminal — os que usam apenas o wi-fi da loja param junto com a internet, enquanto os que têm chip de dados próprio continuam operando.

Esse é o ponto em que mais se perde dinheiro por desorganização. Sem uma tabela de prioridade, o operador de caixa improvisa, aceita um Pix que não consegue conferir, libera uma venda no crédito sem autorização e descobre o problema dois dias depois, na conciliação. Uma queda de conexão não deveria virar um problema de contas a receber.

Forma de pagamentoFunciona sem a internet da loja?Cuidado principal
DinheiroSemprePrecisa de troco suficiente; toda venda tem de entrar no caixa
Pix com QR dinâmico gerado no sistemaNãoSem conexão, o QR não é gerado nem confirmado
Pix por chave estáticaDepende do 4G do cliente e da lojaConfira o comprovante no app do banco e anote quem pagou
Débito e créditoDepende do terminalTerminal que usa só o wi-fi da loja para junto; terminal com chip próprio segue
Vale-refeição e voucherQuase sempre nãoAvise o cliente antes de fechar a conta, não depois
Convênio e fiadoSimLance no cadastro do cliente para não perder o saldo
Cobrança posterior combinadaSimRegistre nome, telefone, valor e assinatura, e combine o prazo

Duas providências reduzem drasticamente o retrabalho. A primeira é ter uma chave Pix estática cadastrada e um QR impresso, guardado no caixa, para quando o QR dinâmico não puder ser gerado. A segunda é criar um caderno de ocorrências do turno: nome do cliente, mesa, valor, forma combinada e assinatura. Sem esse registro, o valor simplesmente desaparece no fechamento.

Vale checar antes, com a sua adquirente, o que o terminal permite fazer offline. Algumas habilitam venda armazenada com captura posterior, dentro de limites e com risco de não captura; outras não permitem. Isso é regra de cada contrato — e precisa estar escrito no plano, não descoberto na hora.

Como fica a emissão de NFC-e durante uma queda de conexão?

A NFC-e só existe depois de autorizada pela SEFAZ, e essa autorização depende de conexão: sem internet não há emissão em tempo real. A maioria das unidades da federação prevê algum modo de contingência, em que o documento é emitido e transmitido depois, dentro de um prazo definido pela legislação estadual — prazo e regras que variam de estado para estado e devem ser confirmados com a sua contabilidade.

O que não muda é o princípio: a obrigação de documentar a venda não desaparece porque a conexão caiu. Vender sem emitir documento não é plano de contingência, é irregularidade. O caminho correto é usar o modo de contingência previsto na sua UF, registrar tudo com rigor e transmitir assim que a conexão voltar.

Na prática, três medidas evitam dor de cabeça. Primeiro, mantenha o cadastro fiscal em ordem — produtos com NCM correto e regras tributárias bem definidas evitam rejeição na hora de transmitir o acumulado. Sistemas com base de NCM de food service pré-cadastrada, organizada por nome de cardápio, reduzem bastante esse tipo de erro, e a emissão fiscal integrada à SEFAZ permite acompanhar notas emitidas e pendentes em uma única tela, o que ajuda a enxergar o que ficou para trás.

É justamente essa visão consolidada que faz diferença após uma queda longa. Com as notas emitidas e pendentes no mesmo painel, o responsável do turno enxerga exatamente o que ficou represado e o que já subiu, sem depender de anotação em papel paralela.

Segundo, tenha um plano de transmissão: um roteador 4G ou o celular em modo hotspot resolve o envio dos documentos pendentes mesmo quando o link fixo está fora. Muitas vezes a nota não é emitida não porque a SEFAZ está indisponível, mas porque a loja ficou sem nenhum caminho até ela. Terceiro, defina quem confere a fila de notas pendentes no fim do turno — se ninguém olhar, o problema só aparece na virada do mês.

O que fazer com os pedidos de delivery que param de chegar?

Os pedidos não desaparecem: eles continuam existindo no aplicativo do marketplace, mesmo que não cheguem mais ao sistema da loja. Enquanto a conexão não volta, alguém precisa monitorar o aplicativo por 4G e levar cada pedido para a cozinha manualmente.

O risco aqui é silencioso. O cliente faz o pedido, o app confirma, e a cozinha nunca fica sabendo — o cancelamento chega antes do pedido. Em operações que recebem pedidos de iFood, 99Food e Keeta integrados ao sistema, em que o pedido vira comanda automaticamente, a queda interrompe exatamente essa automação. O delivery integrado economiza digitação e evita erro em dia normal, mas é justamente por isso que o plano precisa prever o dia em que a integração não funciona. Uma forma de avaliar esse comportamento antes de decidir é a página de comparativo, que ajuda a colocar lado a lado o que cada sistema entrega — inclusive quando a conexão falha.

O procedimento é simples e precisa estar escrito: mantenha um celular carregado com plano de dados e o aplicativo de gestão de pedidos logado; nomeie uma pessoa para olhar esse celular a cada poucos minutos; anote cada pedido em papel com número, itens, endereço e horário; e produza a partir do papel. Quando a internet voltar, é preciso checar se algum pedido lançado manualmente também entrou pela integração, para não produzir duas vezes o mesmo pedido nem cobrar o cliente em duplicidade.

Se a queda for longa, o mais honesto é pausar a loja no marketplace em vez de acumular atraso. Um pedido que chega com uma hora de atraso custa mais em avaliação negativa do que a pausa de 20 minutos.

Que checklist o restaurante deve ter pronto antes da próxima queda?

Um checklist de contingência precisa existir em papel, ficar acessível no caixa e cobrir três frentes: o kit físico, o procedimento dos primeiros minutos e a definição de quem decide o quê — porque plano que só está na cabeça do gerente não funciona no dia em que o gerente folga.

Monte o kit e revise a cada trimestre. Itens vencidos, celular sem bateria e contato desatualizado são as falhas mais comuns de um plano que parecia pronto. Guarde tudo em uma caixa ou pasta identificada, sempre no mesmo lugar, e avise a equipe onde ela fica.

  • Roteiro impresso de uma página com os passos em ordem, em linguagem simples.
  • Lista de telefones: provedor de internet, suporte do sistema, adquirente da maquininha, contador e eletricista.
  • Bloco de comandas de papel numeradas, guardado para emergência.
  • Cardápio impresso com preços atualizados para substituir o QR Code.
  • Chave Pix estática e QR impresso prontos no caixa.
  • Troco reforçado em valores pequenos, com controle de sangria e suprimento.
  • Celular carregado com plano de dados e aplicativos de delivery logados.
  • Roteador 4G ou hotspot configurado e testado, para transmitir notas pendentes.
  • Nobreak no modem e no caixa, para segurar quedas curtas de energia.
  • Caderno de ocorrências do turno para registrar horário da queda, o que parou e os pagamentos combinados.
  • Responsável nomeado por turno: quem decide migrar para o modo contingência e quando.
  • Regra de transferência para o sistema: como o que foi anotado em papel volta para o caixa, e quem confere.

Sobre a decisão: em vez de "todos resolvem", defina um nome por turno — gerente, chef de salão ou caixa sênior. Essa pessoa decide se o plano é acionado, avisa o salão e é quem fala com o provedor. A cozinha continua produzindo; o salão continua atendendo; ninguém fica parado esperando uma resposta que ninguém foi buscar.

Vale investir em redundância de internet no restaurante?

Só vale se a decisão vier de ocorrência registrada: se o livro de ocorrências mostra quedas recorrentes no mesmo horário, o investimento em redundância se paga; se mostra um episódio isolado em seis meses, o esforço é melhor gasto em treinar o plano em papel.

A ordem de prioridade costuma ser essa: primeiro o que é barato e resolve muito (nobreak, celular com dados, comandas numeradas), depois o que é intermediário (roteador com chip próprio), e por último o que é caro e definitivo (segundo link de outra operadora com failover automático). Comprar o item mais caro antes de treinar a equipe é o erro clássico: a redundância protege a conexão, mas não protege a operação se ninguém souber o que fazer quando ela também falhar.

Medida de redundânciaO que resolveO que não resolveCusto relativo
Nobreak no modem e no caixaQuedas curtas de energiaQueda de link e rompimento de caboBaixo
Celular com plano de dados em modo hotspotTransmitir notas pendentes e acompanhar o deliveryManter vários caixas operando ao mesmo tempoBaixo
Roteador 4G/5G dedicado com chip pré-pagoSegurar o turno inteiro quando o link fixo caiConsumo alto de dados em queda prolongadaMédio
Segundo link de fibra de outra operadora, com failoverRedundância automática e invisível para a equipeProblemas de rede local, de energia e de sistemaAlto
Plano em papel treinado e testadoQualquer falha, inclusive a das medidas acimaNão evita perda de faturamento; evita perda totalBaixo

Repare que nenhuma linha da tabela é suficiente sozinha. A redundância técnica reduz a frequência do problema; o plano em papel reduz o estrago quando o problema acontece de qualquer jeito. Os dois se completam.

Como fechar o caixa e conferir tudo depois que a internet volta?

O fechamento segue a rotina normal, com uma diferença: você precisa conciliar três origens de lançamento — o que foi registrado no PDV local, o que foi escrito em papel durante a queda e o que foi recebido fora do sistema, como Pix em chave estática e vendas no terminal com chip próprio.

Comece confirmando que a sincronização terminou. Em sistemas que operam em rede local, os lançamentos feitos durante a queda sobem para o servidor automaticamente quando a conexão retorna. O histórico de comandas fechadas é o lugar mais direto para essa conferência: cada comanda aparece com o canal de origem identificado, o que permite comparar linha por linha com o que está anotado no papel.

Diferença de valor entre o sistema e o papel é sinal de item esquecido ou lançado em duplicidade — e é muito mais fácil corrigir no mesmo dia do que na semana seguinte. Depois, siga a ordem: confira as formas de pagamento uma a uma, conte o dinheiro físico, verifique se o valor caiu na conta (Pix e cartão), transmita as notas pendentes na central fiscal e registre as ocorrências no caderno.

Se houve perda de produto por causa da queda — um item da vitrine que ficou fora da refrigeração, uma produção que atrasou e não teve saída —, lance o desperdício no sistema no mesmo dia. Isso é o que mantém o custo do prato e o CMV confiáveis, mesmo em uma semana atípica. Vale também padronizar o fechamento às cegas, em que o operador conta o dinheiro antes de ver o total do sistema: é o jeito mais honesto de identificar erro. Para aprofundar como registrar e reduzir esse tipo de perda, vale assistir ao material sobre perdas e quebras no restaurante.

Por último, faça a leitura gerencial do episódio. Quanto tempo durou a queda? Quantas vendas foram impactadas? Quantos pedidos de delivery foram perdidos? Se o padrão se repetir, o dado justifica investir em redundância — segundo link, roteador 4G dedicado, nobreak maior — ou trocar de provedor. Decisão baseada em ocorrência registrada é diferente de decisão baseada em irritação.

Por que plano de contingência é operação e não improviso?

Porque improviso depende da pessoa que está de plantão e da sorte do dia, enquanto plano depende de procedimento escrito, treinado e testado. Nenhum restaurante controla o provedor de internet, a chuva ou a obra na rua. O que está sob controle é a velocidade da resposta: saber em minutos o que caiu, continuar vendendo pelo que roda em rede local, ter formas de pagamento reserva combinadas, acompanhar o delivery manualmente e resolver a nota fiscal dentro das regras da sua UF. Isso é plano de contingência — e ele vale tanto quanto qualquer equipamento da cozinha.

O melhor momento para montar o seu é agora, com o salão calmo e a internet funcionando. Escreva a página, imprima o checklist, defina o responsável por turno, teste uma vez por mês e ajuste o que não funcionou. Quando a conexão cair de novo — e ela vai cair —, a diferença será entre uma noite tensa e uma noite perdida.

O Food Sistemas ajuda nessa parte: o caixa (PDV) é grátis até 100 vendas por mês, um plano permanente que renova todo mês, sem emissão de nota fiscal e sem suporte — na venda 101 do mês o caixa trava e dá para contratar um plano pago. O caixa opera em rede local, com sincronização automática quando a conexão volta. A implantação é grátis e imediata, sem taxa de adesão e sem contrato de fidelidade, e o plano completo reúne todos os módulos — fiscal, delivery, estoque, cardápio digital, KDS, financeiro e fidelidade — em um plano só. Para conferir o preço, a página de preços traz o valor atualizado; se preferir ver a operação rodando antes de decidir, dá para agendar uma demonstração do sistema. Ele funciona em desktop, tablet e celular pelo navegador.

Perguntas Frequentes

O que é um plano de contingência para restaurante?

É um conjunto de procedimentos escritos e treinados que define o que a equipe faz quando a internet, a energia ou o sistema falham. Ele cobre o que continua operando em rede local, quais formas de pagamento entram em modo reserva, como o delivery é acompanhado manualmente, o que acontece com a nota fiscal e quem tem autoridade para acionar o plano.

O Food Sistemas funciona sem internet?

Sim. O PDV opera em rede local e sincroniza automaticamente quando a conexão volta — é o mesmo modo usado em feira e evento, onde a internet é instável. Isso permite continuar lançando pedidos, usando comanda eletrônica, KDS e balança mesmo com o link fora.

Dá para emitir NFC-e sem internet?

A NFC-e precisa de autorização da SEFAZ, que depende de conexão. A maioria das unidades da federação prevê modos de contingência com transmissão posterior dentro de um prazo definido pela legislação estadual. As regras variam por estado e devem ser confirmadas com a sua contabilidade antes de qualquer venda sem documento.

O que fazer com a maquininha quando a internet cai?

Depende do terminal. Modelos que usam apenas o wi-fi da loja param junto com a internet; modelos com chip de dados próprio continuam operando. Confira na sua adquirente se existe venda offline com captura posterior, quais os limites e qual o risco de não captura, e escreva essa regra no plano.

Quantas pessoas da equipe devem conhecer o plano?

Todos os que fecham conta ou abrem a loja precisam conhecer o roteiro básico, porque a queda não escolhe horário. A decisão de acionar o modo contingência, porém, deve ser de uma pessoa nomeada por turno, para evitar que cada um tome uma direção diferente ao mesmo tempo.

Com que frequência o plano deve ser testado?

Uma vez por mês, em um horário de movimento baixo: desligue o roteador por 15 a 20 minutos e rode o procedimento com a equipe. É o único jeito de descobrir na prática se o celular tem bateria, se o QR está impresso e se a equipe sabe onde ficam as comandas de papel.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre este assunto

O que é um plano de contingência para restaurante?

É um conjunto de procedimentos escritos e treinados que define o que a equipe faz quando a internet, a energia ou o sistema falham. Ele cobre o que continua operando em rede local, quais formas de pagamento entram em modo reserva, como o delivery é acompanhado manualmente, o que acontece com a nota fiscal e quem tem autoridade para acionar o plano.

O Food Sistemas funciona sem internet?

Sim. O PDV opera em rede local e sincroniza automaticamente quando a conexão volta — é o mesmo modo usado em feira e evento, onde a internet é instável. Isso permite continuar lançando pedidos, usando comanda eletrônica, KDS e balança mesmo com o link fora.

Dá para emitir NFC-e sem internet?

A NFC-e precisa de autorização da SEFAZ, que depende de conexão. A maioria das unidades da federação prevê modos de contingência com transmissão posterior dentro de um prazo definido pela legislação estadual. As regras variam por estado e devem ser confirmadas com a sua contabilidade antes de qualquer venda sem documento.

O que fazer com a maquininha quando a internet cai?

Depende do terminal. Modelos que usam apenas o wi-fi da loja param junto com a internet; modelos com chip de dados próprio continuam operando. Confira na sua adquirente se existe venda offline com captura posterior, quais os limites e qual o risco de não captura, e escreva essa regra no plano.

Quantas pessoas da equipe devem conhecer o plano?

Todos os que fecham conta ou abrem a loja precisam conhecer o roteiro básico, porque a queda não escolhe horário. A decisão de acionar o modo contingência, porém, deve ser de uma pessoa nomeada por turno, para evitar que cada um tome uma direção diferente ao mesmo tempo.

Com que frequência o plano deve ser testado?

Uma vez por mês, em um horário de movimento baixo: desligue o roteador por 15 a 20 minutos e rode o procedimento com a equipe. É o único jeito de descobrir na prática se o celular tem bateria, se o QR está impresso e se a equipe sabe onde ficam as comandas de papel.

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